As promessas são muitas, mas quais os cuidados a ter?
@US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox.
- O termo "female viagra" é considerado impreciso pela comunidade médica portuguesa, pois a disfunção sexual feminina é mais complexa que a masculina.
- A flibanserina foi aprovada pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos) em 2019, mas a sua comercialização em Portugal é limitada.
- O sildenafil (Viagra) não é eficaz na maioria das mulheres, exceto em casos de disfunção sexual induzida por antidepressivos.
- A educação sexual e a comunicação com o parceiro são frequentemente mais eficazes que qualquer medicamento.
A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual.
| Ingrediente | Origem | Mecanismo de ação | Efeitos secundários possíveis |
|---|---|---|---|
| Maca peruana | Raiz andina | Equilíbrio hormonal | Insónias ligeiras |
| Ginseng vermelho | Raiz asiática | Vasodilatação periférica | Cefaleias |
| DHEA | Hormona suprarrenal | Precursor de testosterona | Acne, oleosidade da pele |
| Damiana | Folhas americanas | Estimulante do SNC | Irritabilidade |
| Ashwagandha | Raiz indiana | Redução do stress | Sonolência diurna |
Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários. “A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR.
Atingiu o limite de artigos que pode oferecer
Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de como tomar viagra fazer efeito ereção ou uma ereção flácida. Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito.
Sildenafil genérico
Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção. O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual.
Quais são as interações entre o Viagra e outros medicamentos?
Para saber mais sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos. O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a viagra generico sildenafil ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres.
- Estudos clínicos indicam que a flibanserina pode aumentar em cerca de 0,5 a 1 evento sexual satisfatório por mês em comparação com o placebo.
- Os efeitos secundários mais comuns incluem tonturas, sonolência, náuseas e fadiga, sendo o consumo de álcool desaconselhado durante o tratamento.
- A toma deve ser diária, ao deitar, para minimizar os efeitos de sedação durante o dia.
- Em Portugal, o preço do tratamento pode variar entre 50 e 80 euros por mês, dependendo da farmácia e do seguro de saúde.
- A adesão ao tratamento é frequentemente baixa devido aos efeitos adversos e à perceção de eficácia limitada.
5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento viagra venda livre lisboa já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Soft Tabs | 100mg | 90 + 6 comprimidos | 205.31€ 195.53€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 120 + 6 comprimidos | 125.56€ 119.58€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 30 comprimidos | 88.92€ 84.69€ | |
| Viagra Original | 100mg | 12 comprimidos | 72.54€ 69.09€ | |
| Viagra Original | 100mg | 14 + 2 comprimidos | 89.03€ 84.79€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 10 comprimidos | 36.73€ 34.98€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 180 + 8 comprimidos | 158.82€ 151.26€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 120 + 6 comprimidos | 149.50€ 142.38€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 270 + 10 comprimidos | 326.61€ 311.06€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 220 + 18 saquetas | 562.28€ 535.50€ |
O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de como tomar viagra fazer efeito ereção ou uma ereção flácida. Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito. Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção.
- Em Portugal, o termo "female viagra" refere-se frequentemente a medicamentos como a flibanserina, aprovada para o tratamento do desejo sexual hipoativo em mulheres na pré-menopausa.
- Estes fármacos não são de venda livre em farmácias portuguesas, exigindo receita médica após avaliação de um especialista em ginecologia ou psiquiatria.
- A flibanserina atua no sistema nervoso central, regulando neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, ao contrário dos efeitos vasculares do sildenafil masculino.
- O Infarmed, autoridade nacional do medicamento, regula rigorosamente a prescrição e dispensa destes tratamentos em Portugal.
O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual. Para saber mais sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos. O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a viagra generico sildenafil ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual.
A nova aposta nos antidepressivos
@US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual. Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários.
Qual o efeito do flibanserin?
“A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos).
Início e duração do efeito
Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física. Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual.
| Medicamento | Substância ativa | Indicação principal | Estado em Portugal |
|---|---|---|---|
| Addyi | Flibanserina | Desejo sexual hipoativo | Aprovado mas não comercializado |
| Vyleesi | Bremelanotida | Desejo sexual hipoativo | Não aprovado na UE |
| Osphena | Ospemifeno | Dispareunia pós-menopausa | Não aprovado na UE |
| Intrinsa | Testosterona transdérmica | Desejo sexual hipoativo | Aprovado pela EMA mas não em Portugal |
Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo. Descoberta por acaso pela Pfizer, a "pílula azul" se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Só nos primeiros três meses, os americanos compraram o equivalente a US$ 400 milhões da droga para disfunção erétil. Não demorou para que a indústria farmacêutica voltasse os olhos para a outra metade do mercado - as mulheres - e visse aí uma oportunidade de dobrar seus lucros. "Eu comecei a estudar fisiologia sexual bem na época em que o viagra apareceu.
Depois de várias tentativas, a FDA deu finalmente luz ver ao primeiro comprimido sexual para as mulheres
Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual. A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física. Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual. Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo.
Flibanserin é o mesmo que Viagra?
Descoberta por acaso pela Pfizer, a "pílula azul" se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Só nos primeiros três meses, os americanos compraram o equivalente a US$ 400 milhões da droga para disfunção erétil. Não demorou para que a indústria farmacêutica voltasse os olhos para a outra metade do mercado - as mulheres - e visse aí uma oportunidade de dobrar seus lucros. "Eu comecei a estudar fisiologia sexual bem na época em que o viagra apareceu. E a sensação era de que, naquele momento, muito dinheiro passou a fluir para a pesquisa em sexologia", relembra Nicole Prause, neurocientista e pesquisadora ligada à Universidade da Califórnia (UCLA).
Eficácia clínica: o que dizem os estudos?
Nossa ciência [fisiologia sexual] ainda é de certa forma marginalizada, é vista como uma área arriscada. Há muitas companhias que não querem nem chegar perto desse assunto." Quase 25 anos e muitos milhões de dólares depois, a indústria farmacêutica nunca conseguiu emplacar uma versão da "pílula azul" para as mulheres. E a sensação era de que, naquele momento, muito dinheiro passou a fluir para a pesquisa em sexologia", relembra Nicole Prause, neurocientista e pesquisadora ligada à Universidade da Califórnia (UCLA). Nossa ciência [fisiologia sexual] ainda é de certa forma marginalizada, é vista como uma área arriscada.
Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.
Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento viagra venda livre lisboa já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.
Citrato de Sildenafil
E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens.
Dosagem em populações especiais
E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Há muitas companhias que não querem nem chegar perto desse assunto." Quase 25 anos e muitos milhões de dólares depois, a indústria farmacêutica nunca conseguiu emplacar uma versão da "pílula azul" para as mulheres.
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